Recursos sobre RIA´s para Escolas e Faculdades
Posted on 28. Mai, 2008 by João Gonçalves in actionscript, ajax, design, flex, formação, interaction design, ria, show case, usabilidade, web design
Hoje em dia quando iniciamos um projecto de desenvolvimento de uma RIA, uma das maiores dificuldades no processo de desenvolvimento ainda continua a ser a ligação entre o Developer e o Designer, infelizmente as nossas Escolas, Faculdades, ainda não apostam em formar pessoas que possam ajudar nesta área chegando ao cúmulo de empresas portuguesas terem que angariar profissionais no estrangeiro.
Ciente da importância deste aspecto a Adobe reuniu um conjunto de recursos para serem utilizados como auxiliares pedagógicos para Escolas/Centros de Formação/Faculdades, e onde Professores/Formadores poderão aceder e utilizar na transmissão de “Skill´s” necessárias e fundamentais no desenvolvimento de uma aplicação essencialmente no que diz respeito a partilha/ligação entre a interacção/interactividade e o seu visual gráfico, ou seja, a forma correcta de se conseguir uma comunicação entre o Designer e o Developer.
Para ajudar as escolas no desenvolvimento dos seus programas/conteúdos programáticos em cursos que envolvam HCI (Human Computer Interaction), Interaction Design, ou mesmo em cursos de Programação, a Adobe dividiu estes recursos em 3 categorias que são:
- Projectos para desenvolver nos respectivos cursos
- Alguns exemplos de Workshops que poderão ser utilizados
- Livros essenciais no suporte aos cursos
Toda esta informação poderá ser consultada em http://www.adobe.com/education/instruction/teach/ria.html
Ciente da importância do desenvolvimento de RIA´s no presente e futuro próximo, de salientar e relembrar que a Adobe disponibiliza também para estudantes e professores assim como para Formadores certificados uma licença Gratuita do Flex 3 Profissional que poderá ser pedida neste endereço: http://www.flexregistration.com/ (embora o site esteja em reconstrução ate dia 2 de junho)
Esperemos que as Escolas (essencialmente as técnico-profissionais) comecem a rever e a reestruturar os seus programas de forma a corresponder ás necessidades do mercado actual que se debate com uma falta de profissionais incrível na área do Interaction Design e Design de Interfaces, não basta ensinar a programar em flex/actionscript, é necessário ensinar a desenvolver interfaces gráficas usáveis para as aplicações e isso envolve Designers, Programadores e Interaction Designers.







5 Comments
Ricardo Castelhano aka Grettir
28. Mai, 2008
Ui, como tu andas !!!
Apoiado !!
Francisco
28. Mai, 2008
Não entendo uma das problemáticas base de todo este processo.
Afinal de contas queremos designers a capazes de comunicar com programadores e vice-versa, ou queremos criar toda uma linha profissional de “hibridos” que faça a ponte entre os dois anteriores?
joao
29. Mai, 2008
Olá Francisco,
Desde já agradeço a sua participação com o seu comentário.
A função do Designer gráfico é totalmente diferente da do Interaction Designer o que não impossibilita que a mesma pessoa faça ambas as funções, o Interaction Designer deve conceber a parte da Aplicação que irá comunicar com o utilizador, ou se quiser é o responsável pela concepção das “Behaviors” da Aplicação, o Designer gráfico ou Criativo, deve pegar nessas funcionalidades e conceber a Interface Gráfica de acordo com o estabelecido pelo Interaction Designer, assim como,o Developer irá desenvolver a aplicação de acordo com as sua “Behaviors”.
Resumindo ambos os lados tem que “encaixar” um no outro, quando diz que teremos que criar profissionais “hibridos”, ora bem um Interaction Designer terá que obrigatoriamente ter conhecimentos do lado do Designer assim como do lado do Developer.
Não sei se ajuda mas o meu post sobre Natural Interaction tambem tem algumas referências a este assunto que poderá ajudar.
Mário Pinto
29. Mai, 2008
Olá João,
Eu penso que aliado à problemática da ligação entre o Developer e o Designer no desenvolvimento de uma RIA, está o “autismo” de muitos designers, developers e interaction designers, ao não analisarem e compreenderem as pessoas e as suas práticas. Existe desde à muito tempo a crença de que o Designer, o Developer ou o Interaction Designer são seres dotados de uma omni- inteligência, concebendo produtos bastante complexos e que o resto do pessoal tem que digerir resmas de manuais, assumir comportamentos bizarros e sem significado, por forma a interagir com “Criação” do “Artista”.
Ainda é esta a mentalidade reinante no mundo da HCI, que apenas está vocacionada para responder aos desafios de uma ultrapassada Era Industrial, em que o ser humano é visto como uma máquina que tem como funcionalidade trabalhar e não pensar e criar.
Com o advento da Era do Conhecimento, em que o ser humano é mais respeitado e visto como um ser criativo, expressivo, e social as coisas começaram aos poucos a mudar.
Hoje já se começa a falar mais em CHI (computer-human Interaction) e não em HCI – afinal é a máquina que se tem que adoptar a nós e não nós à máquina. Os Behaviors a serem desenhados são os das máquinas e dos softwares, e já não os das pessoas. Assim, os estudos sobre as pessoas e as suas experiências, revela-se de extrema importância no desenvolvimento de software (User Experience), sendo que o desenvolvimento de aplicações para tarefas rotineiras e standards (Era Industrial)é completamente diferente do desenvolvimento de aplicações para actividades mais complexas que exigem mais raciocínio e criatividade e que se devem considerar não só os factores físicos, mas também os factores psicológicos, sociais, culturais e económicos.
Por outro lado, o mundo dos átomos e dos bits interage cada vez mais (Mixed & Augmented Reality, Ubiquitous & Pervasive Computing, Ambient Intelligence) e assim, surgem novos actores na área da Interaction Design: Sociólogos, Psicólogos, Arquitectos, Artistas, Antropólogos, Linguistas, e até Estilistas.
Por isso, focalizar apenas nos designers, developers e interaction designers como principais actores no desenvolvimento de aplicações para o mundo da Web 2.0 ou 3.0, ou 69.0, é bastante redutor!
Não sei se já repararam, a Web está nos computadores mas também vai estar cada vez mais nas coisas que nos rodeiam – até já se fala em programar átomos!
Assim, a forma como vejo as coisas, o “verdadeiro” interaction designer é aquele que tem consegue compreender as pessoas nas suas actividades e participa juntamente com outros (designers, Engenheiros, developers, arquitectos, psicologos, antropólogos, artistas, etc.) na elaboração aplicações dirigidas às pessoas na suas actividades.
joao
30. Mai, 2008
Excelente análise Mário, talvez não me tenha exprimido da melhor forma na resposta ao Francisco, quando fiz referência ao meu post sobre Natural Interaction tentei passar a ideia que acabaste de expor e com a qual concordo inteiramente.
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